Primeiro Copom após a eleição deve frustrar o governo Lula
O mercado chega à reunião do Copom desta quarta-feira (4/11) com expectativa de interrupção do ciclo de cortes e manutenção da Selic em 13,75% ao ano. A mudança reflete a deterioração das expectativas econômicas e o aumento da percepção de riscos, principalmente fiscais e inflacionários.
Antes do segundo turno, a probabilidade de um novo corte em novembro superava 70%. Após o resultado eleitoral, as opções de Copom negociadas na B3 passaram a indicar 68,8% de chance de manutenção dos juros.
A reprecificação ocorreu em meio à desvalorização do real, às incertezas sobre a política fiscal e à piora das expectativas de inflação, fatores que aumentaram a cautela dos agentes econômicos.
As opções de Copom não representam projeções oficiais da B3. As probabilidades são calculadas a partir dos preços negociados nos contratos e refletem as expectativas do mercado na data de referência.
Algumas instituições bancárias, como Itaú e HSBC, já projetam a manutenção da Selic nesta reunião. O HSBC também espera juros inalterados até março de 2027.
Para o governo, a perspectiva é desfavorável: juros elevados encarecem o crédito, dificultam o estímulo à atividade econômica e aumentam o custo da dívida pública.









Deixe um feedback sobre isso